Maurício Matos dos Santos Pereira - UFBA
Ao acessar a página do Greenpeace Brasil[1], o usuário se depara com um catálogo contendo 45 home-pages da instituição em todo mundo, distribuídas de acordo com as nacionalidades de origem, os grupos temáticos e as campanhas da entidade nos mais variados países e/ou localidades onde encontra representação. O projeto de comunicação inclui ainda a possibilidade de filiação on-line e um bate-papo com um integrante da organização, além de trazer as últimas notícias publicadas na imprensa sobre o meio ambiente. Apesar da quantidade de material disponibilizado, algumas home-pages ainda não se encontram disponíveis, mas, segundo os administradores, dentro de pouco tempo “estarão no ar”.
Navegando nos sites listados no Greenpeace Brasil, observamos que não é só o Greenpeace Brasil que disponibiliza este catálogo, mas outros como o dos EUA e o de Luxemburgo também o fazem. Em páginas como a do Canadá, Nova Zelândia, Itália, Áustria, Luxemburgo e Bélgica, há informações mais direcionadas à conscientização ambiental nas crianças através do link “kids”. Nas do Chile e da França, existe a preocupação não apenas em dar visibilidade aos sites mais reconhecidos, como também em valorizar alguns “grupos locais” de atuação regional, através da divulgação de seus endereços e telefones para contatos.
Os padrões gráficos podem ser divididos em grupos a depender da diagramação das informações, para se ater a um jargão mais técnico, sejam elas verbais, imagéticas ou sonoras (estas últimas não existem no site em questão). Do ponto de vista do discurso que é produzido, podemos circunscrever os sites coletados dentro de uma preocupação das organizações não governamentais – ONGs em utilizar da internet como um “meio” de divulgação de informações apenas; de dados que, em muitos casos, já foram noticiados pela imprensa e, agora, podem ser simplesmente “transplantados” para o universo virtual descoberto pela internet. Trata-se de uma estrutura de repetição, enquanto que seus próprios especialistas perguntam: fazer o que com a internet ?, não percebem como o discurso que é produzido nos sites, seja ele “progressivo ou reacionário” não importa, instaura um processo de construção de subjetividades como tentativa de responder a uma tal questão.
No caso dos sites coletados, o que interessa é o comprometimento com a repetição do espetáculo e a sub-utilização do potencial interativo do novo ambiente de comunicação. Neste sentido, são disponibilizadas notícias (em sua totalidade verbais e/ou imagéticas) informando o usuário sobre os mais recentes desastres ambientais como matérias em jornais, artigos de revistas e entrevistas com especialistas em ecologia, além é claro de imagens espetaculares dos Guerreiros do Arco Íris atuando em suas campanhas em benefício da defesa do meio ambiente.
Apesar das fotos servirem até certo ponto como provas da atuação da entidade, no site do Chile e na home-page do Greenpeace da Argentina, é possível se fazer um cadastramento on-line e se tornar um “cyberativist” na campanha pela sobrevivência das baleias. Em ambos, o discurso em torno da defesa destes animais ganha um destaque e estrutura o site com fotos, com informações sobre o animal especificamente e/ou da situação de perigo da extinção que eles sofrem. Por outro lado, no do Canadá e da Bélgica, o usuário pode escolher o idioma em que deseja navegar, enquanto que o Greenpeace Internacional[2] funciona como centro, relacionando diretamente todos os sites produzidos, cada qual circunscrito a sua nacionalidade.
Disseminada em um ambiente “tecnológico” como o World Wide Web, esta rede de discursos, além de funcionar como alternativa à publicação de notícias –– divulgando amplo material noticioso como documentos importantes, resoluções governamentais sobre as políticas ambientais, além de flashes das atuações da ONG cujos efeitos passam pela produção de acontecimentos segundo uma lógica do espetáculo de mídia ––, só foi possível como uma estrutura de comunicação e local de identificação em um nível virtual, graças a uma abertura/afirmação do discurso ecológico diante da tecnologia.
Quando considerados em conjunto, os discursos que os sites mobilizam são resultantes da entrada em cena do Greenpeace no mundo tecnológico e virtual que se abre a nós, em primeira instância, como uma conseqüência da popularização dos computadores (PCs) na década de 70 e, num segundo momento, com o surgimento de uma cultura da virtualidade real[3], que, inicialmente, se instalou na Califórnia, mas que, em função das novas tecnologias da informação, alastrou-se pelo mundo todo de forma diferente da cultura de massa. Trata-se de uma cultura interativa, participativa, cujos hipertextos se relacionam a uma estrutura de comunicação em forma de rede (Web), sem começo nem fim, onde o que interessa é a coordenada do lugar em que deseja ir.
Manuell Castells adverte que, se o que estava em jogo no contexto californiano da época era a convergência de interesses políticos entre o “big business” e suas políticas de financiamento, os conhecimentos em informática adquiridos nos institutos de pesquisas e uma forte demanda por parte da sociedade em utilizar os equipamentos, as novas tecnologias da informação, resultantes da disseminação de um novo modelo de comunicação em forma de uma rede de discursos, promoveram alterações nos comportamentos das pessoas e na organização dos grupos sociais em função da virtualização dos diversos discursos que compõem a sociedade, além de instaurarem um paradigma da sociedade em rede[4]diferente daquele implantado pela primeira revolução industrial, que produzia, segundo ele, a informação de forma linear segundo um fluxo unidirecional do produtor ao receptor.
Por mais semelhantes que os sites possam parecer com relação à atualização de uma lógica da denúncia e a insistência em reconhecer a “mídia tradicional” (de massa) como única instância social capaz de manter aceso o debate ecológico nos termos da cópia do espetáculo da imprensa ambiental, gostaríamos de salientar que eles, como são resultantes de uma abertura do discurso ecológico à cultura da interatividade[5], tornam possível a participação direta do usuário dentro do processo de construção do seu próprio discurso, concretizando num primeiro momento uma dimensão virtual que não se opõe ao real, seja através do acesso que permitem a uma multiplicidade de sites ligados a eles em hipertexto, seja pelo fato de que tais discursos resultam de um comprometimento real com a defesa do meio ambiente.
Considerando que as folhas do www vêm movimentando identidades ecológicas discursivas, conforme Luiz Mendes afirma ao trabalhar com o conceito de hipertexto aplicado à formação de processos identitários na era da globalidade das culturas, o que precisa ser destacado é que o texto eletrônico é constituído, segundo ele, como um mosaico de todos os discursos possíveis que permite a maior diversidade de leituras, quer ao nível dos materiais (texto, imagens, som, vídeo; construções diacrônicas e sincrônicas), quer ao nível das interpretações que mobilizam.
Em segundo lugar –– e daí sua utilidade para este trabalho ––, como as diversas leituras que compõem este mosaico que ele apresenta, ao serem fruto de uma maior variedade discursiva em função dos processos que ela torna possível, não se rendem a práticas de significação consideradas em si mesmos, mas agenciam uma construção afirmativa da identidade em função da potencialidade interativa deste novo meio que surge. Assim como a diferença não é algo estável em si mesmo, os discursos que compõe o www produzem um tal mosaico e, desta forma, não podem ser representados em um site específico:
Por outras palavras, a variedade discursiva é um pressuposto democrático, da liberdade, da pluralidade, das tomadas de posição, das atitudes e das ações, assim como o é a afirmação da identidade. Pessoal, inter-relacional, social (de grupo, étnica, ideológica, de interesse), – em múltiplas dimensões, mas sempre uma construção afirmativa. E daqui, identificativa[6].
Para falarmos de uma ecologia do Greenpeace em rede, devemos ter em mente que se trata de uma rede de discursos interligados, que, apesar de se pautarem em comum por uma defesa do “meio ambiente natural” com a conseqüente mitificação de uma natureza essencializada oposta àquilo que é historicamente produzido para ser apropriado pela tecnologia, sofrem um efeito de desterritorialização/virtualização de suas ecologias ambientais “originárias” em função da apropriação da internet por parte de organizações ecológicas não governamentais como o Greenpeace, que, conforme salienta Bhabha em relação aos discursos da nacionalidade, “são construções culturais ao nível de uma afiliação social e textual”[7], cujos objetivos políticos se referem ao reconhecimento de instâncias de poder discursivas.
Segundo Hector Leis[8], o conceito de ecologia surgiu sob o signo de uma crítica da ciência moderna, que, ao enfatizar o modo como as sociedades alteram o ambiente, não compreendeu como elas são afetadas por ele. Ao analisar um acontecimento de âmbito internacional como a Conferência Rio-92, ele salienta que a entrada em cena do movimento ecológico na “globalização”, apesar de manter os indivíduos unidos entre si em função de uma implicação espiritual e religiosa, não foi uma força suficiente contínua e atuante para conduzir ao avanço nas políticas ambientais oficiais, estabelecendo daí em diante a existência de realidades dissociadas, a saber: a da oficialidade dos documentos que precisam ser assinados em prol da melhoria das condições de vida no planeta, e a do convívio amável por detrás dos bastidores entre os chefes de estado que participaram do evento.
Ao percebermos uma duplicidade semelhante na entrada em cena do Greenpeace na internet, à qual identificamos pelo surgimento de uma ecologia da subjetividade nos sites do Greenpeace sem que os problemas habitacionais de grande parte das pessoas tenham sido resolvidos, o que fica de lição diante das posições da maioria das pessoas, que é a de negar a tecnologia nos termos de uma nostalgia do meio ambiente e da natureza como um todo; ou, inversamente, a de aceitá-la como a promessa de que os problemas ambientais serão resolvidos; é entendê-la como lugar de produção de elos subjetivos e, num segundo momento, como ponto de partida para uma reflexão acerca das condições de vida daqui para frente em um tempo de incerteza, marcado tanto pela desterritorialização de nossas referências ambientais habituais, como pelos riscos de um envolvimento subjetivo num ambiente de comunicação que, por hora, vem sendo oferecido pela tecnologia a uma gama cada vez maior de pessoas.
O ponto de vista de Guattari, sobre a experiência de Alain Bombard na televisão, é útil, pois, de alguma forma, visualiza o anti-cenário que desenhamos aqui através da construção de um espaço de subjetividade (spaceless), fundado numa concepção arriscada do que seja a ecologia hoje, inserida (e transformada) como está em um contexto diferente, cujos efeitos são ambíguos por conta dos fluxos de desterritorialização de que ela é alvo e processo simultaneamente. Sua tese é a de que uma ecologia da subjetividade (seja ela fonte de espiritualidade ou a resultante histórica de um desenvolvimento das condições materiais), ao atuar conjuntamente nos registros mental, ambiental e social, promove o surgimento de novas propostas ecológicas, que se dão tanto ao nível da descoberta de novas práticas de vida e de novos valores em um ambiente transformado pelos grandes desastres ecológicos que continuam a existir, quanto funcionam como ponto de partida para uma tomada de consistência de novos agenciamentos de enunciação, de cartografias ecológicas e discursivas que ultrapassam a divisão entre natureza e cultura como duas instâncias separadas:
Para simbolizar essa problemática, que me seja suficiente evocar a experiência de Alain Bombard na televisão quando apresentou duas bacias de vidro: uma, contendo água poluída, como a que podemos recolher no porto de Marselha e na qual evoluía um polvo bem vivo, como que animado por movimentos de dança; a outra, contendo água do mar isenta de qualquer poluição. Quando ele mergulhou o polvo na água “normal”, após alguns segundos, vimos o animal se encarquilhar, se abater e morrer[9].
Mergulhado na rede, as conseqüências sociais, políticas e culturais (no sentido largo da palavra) desta abertura da ecologia à tecnologia que, por sua vez, ao condicionar a produção dos sites do Greenpeace sob o efeito de uma desterritorialização das referências ecológicas habituais como aquelas localizadas geograficamente nas diversas nacionalidades do globo, re-territorializa imagens, discursos e elos de pertencimento voltados mais à repetição a-crítica de um pluralismo nacionalitário que, à despeito da “novidade” do fluxo de informações que a tecnologia expõe, convém esclarecer que é tributária de valores centralistas anteriores à internet.
Aqui, o ponto é saber qual a relação entre uma ecologia da subjetividade produzida nos sites do Greenpeace à semelhança deste animal, e o discurso sobre este pluralismo de nacionalidades que é claramente tratado no www como um ambiente tecnológico e corrompido, resultante de um processo de desterritorialização/re-territorialização das ecologias naturais.
O que se observa deste encontro, ao contrário daquilo que Derrida denomina como des-centramento do discurso das ciências humanas, é que as imagens produzidas, ao focalizarem os discursos da organização nos seus países de origem, reúnem todos eles sob a rubrica de um elemento em comum que é o site do Greenpeace Internacional, com o natural reconhecimento de seu lugar como uma posição privilegiada de centro, que, como tal, organiza e dá sustentabilidade em um nível global aos discursos ecológicos nos sites da internet.
No entanto, como a sede da organização fica sediada em Amsterdan, na Holanda; e, além do Greenpeace Internacional, o site desta mesma cidade pode ser acessado juntamente com todos os outros, percebemos a existência de duas realidades distintas que, ao operarem juntas dentro do processo de construção dos discursos, trabalham com uma concepção discursiva de nacionalidade que também é dupla: de um lado, a dimensão internacional e a formação de uma única imagem de Greenpeace destinada a todos os usuários do planeta. Do outro, os diversos sites da organização circunscritos às suas localidades de origem.
Se o que há de mais importante em relação ao www e, sobretudo, às relações que os sites do Greenpeace viabilizam com a formação de processos identitários, é o aumento da variedade discursiva que a internet torna possível atualmente, conforme salientava Mendes com a existência de um discurso democrático na rede e a disponibilização de uma infinidade de discursos ecológicos em um nível virtual e global –, gostaríamos de frisar que a configuração dos discursos que é apresentada, a julgar pela multiplicação dos centros de poder que ela torna possível (sejam eles ao nível global e ao nível do nacional), se aproxima da problemática do reverso da diferença proposto por Benjamim Arditi, quando adverte que um dos perigos que cerca o pensamento progressista contemporâneo é o fato de que pensar a diferença não conduz necessariamente à emancipação, nem tampouco à desconstrução comprometida dos limites essenciais de uma política de nacionalidade voltada para a repetição incessante da fronteira entre o eu e o outro, entre o nacional e o estrangeiro.
Quando voltamos nosso olhar para os sites do Greenpeace, vemos que eles, ao colocarem um discurso em forma segundo uma teleologia do reconhecimento de posições de sujeito previamente definidas tanto em um nível global quanto nacional, constituem-se como lugar de incorporação de sistemas de valores e de processos subjetivos que lhes são anteriores, e que se regulam por uma lógica do “estar ou não estar na mídia”, à qual identificamos por sua vez com está ou não estar na nação.
Deste modo, a questão da diferença ecológica, na medida em que se apresenta “linkada” com um discurso de nacionalidade, funciona como ponta de lança para uma visão pluralista que, longe de desconstruir os mitos fundadores das imagens identitárias que são produzidas através de processos de subjetivação fluidos, reterritorializa tais imagens nos termos de uma motivação que pretende igualar as subjetividades, em função daquilo que Guattari denomina de efeito de laminação do discurso nacionalitário, que é um discurso de poder.
Pensamos, ao contrário, que a importância dos sites do Greenpeace como objeto de pesquisa se relaciona, antes, a alguns aspectos que precisam ser listados: a) os discursos ecológicos que são produzidos relacionam-se claramente a uma focalização simultânea da nacionalidade e, neste sentido, podemos dizer que se articulam entre si de modo transversal, movimentando uma gama cada vez maior de pessoas que, à despeito de suas diferenças políticas, estabelecem elos de pertencimento em função de um discurso que se pretende neutro, haja vista a política do denuncismo que eles atualizam; b) ao contrário de proporem um descentramento das identidades, os sites do Greenpace multiplicam os centros de poder numa estrutura claramente hierárquica e centralizadora, que inventa novas formas de discriminação a partir da possibilidade de acesso à internet, e de produção de subjetividades capazes de reconhecer a configurações dos poderes (discursos) envolvidos que os computadores viabilizam; c) dentro deste duplo processo, o discurso ecológico, para ser reconhecido em um âmbito global, reconhece um discurso nacionalista simplesmente pluralizando as diversas nacionalidades; enquanto que este último, ao reconhecer a página do Greenpeace Internacional como centro do discurso ecológico para além de suas zonas de controle discursivo (fronteiras nacionais), garante a permanência das identidades já cristalizadas nas cenas de origem; d) por fim, o idioma no qual os usuários navegam – a despeito de funcionar como elemento catalisador de micro diferenças, funciona como elemento pano de fundo unificador de todas as “essencialidades” envolvidas.
Referências Bibliográficas:
BENJAMÍN, Arditi. “El Reverso de la Diferencia”. In: El Reverso de la diferencia, Identidad y Política. Caracas: Editorial Nueva Sociedad, março de 2000 (no prelo).
CASTELLS, Manuel. A Sociedade em Rede. São Paulo: Paz & Terra, 1999.
GUATTARI, Félix. As Três Ecologias. Campinas – SP: Papirus, 1990.
LEIS, Héctor Ricardo. A Modernidade Insustentável. Petrópolis: Vozes, 1999.
LÉVY, Pierre. Cibercultura, São Paulo: Ed34, 1999.
MENDES, Luiz. O Hipertexto, o texto eletrônico: as identidades discursivas na globalidade das culturas[online]. Disponível na internet via WWW. URL: http://www.ipv-pt/millenium/17_spect1.htm, em 06/07/2000.
DERRIDA, Jacques. “A estrutura, o signo e o jogo no discurso das Ciências Humanas”. In: A Escritura e a Diferença. São Paulo: Perspectiva, 1995.
[1] Vencedor do Ibest 2000 na categoria de Associações Profissionais, o site se encontra disponível no endereço: http://www.greenpeace.org/, tendo sido disponibilizado pela primeira vez em 98.
[2] O site encontra-se disponível no endereço: http://www.greenpeace.org/, em 14 de junho de 2000.
[3] Manuel CASTELLS. “A Cultura da virtualidade real: a integração da comunicação eletrônica, o fim da audiência de massa e o surgimento de redes interativas”. In: A Sociedade em Rede. São Paulo: Paz & Terra, 1999, p. 353-401.
[4] Id.. “A Revolução da Tecnologia da Informação”. Op. Cit., p. 49-81.
[5] Mais informações sobre a interatividade podem ser encontradas em Pierre LÉVY. “A interatividade”. In: Cibercultura, São Paulo: Ed34, 1999, p. 77-85.
[6] Luiz MENDES. O Hipertexto, o texto eletrônico: as identidades discursivas na globalidade das culturas [online]. Disponível na internet via WWW. URL: http://www.ipv-pt/millenium/17_spect1.htm, em 06/07/2000.
[7] Homi BHABHA. “Disseminação: o tempo, a narrativa e as imagens da nação moderna”. In: O Local da Cultura. Belo Horizonte: EDUFMG, 1998, p. 199.
[8] Héctor Ricardo LEIS. “A Globalização e a espiritualização do ambientalismo”. In: A Modernidade Insustentável. Petrópolis: Vozes, 1999, p. 174.
[9] Félix GUATTARI. As Três Ecologias. Campinas – SP: Papirus, 1990, p.25.